O escravo Peter e sua severa punição durante o regime escravista

Século XIX O escravo Peter e sua severa punição durante o regime escravista
* Por Museu de Imagens


Marcas deixadas nas costas do escravo americano conhecido como Peter, de Baton Rouge, Louisiana, Estados Unidos, durante o Regime Escravista Americano. Após a agressão, o escravo passou alguns dias lutando para sobreviver e precisou de dois meses para se recuperar. O capataz responsável pela surra foi apenas afastado de seu cargo pelo proprietário de Peter. Peter acabou se alistando e ajudando na vitória do exército da União contra os Confederados, vitória que determinou o fim da escravidão naquele país, contudo, os diferenciados direitos civis entre brancos e negros nos Estados Unidos persistiram até o final da década de 1970.

O regime escravista americano

O regime escravista americano foi um dos mais violentos em todo o mundo. Praticada majoritariamente pelas colônias do Sul, a questão da escravidão, segundo boa parte da historiografia, foi um dos pontos de conflito entre os estados do Norte e do Sul, o que contribuiu com o início da Guerra de Secessão. Imagens com a de Peter foram amplamente divulgadas em jornais e folhetins durante a Guerra contra os Confederados, assim como charges e caricaturas contra absurdos como as figuras dos “Patrulheiros de Escravos” – grupos majoritariamente de brancos pobres, que detinham autoridade de parar, revistar, torturar e até matar escravos que violassem os códigos do escravo americano.