Moa: a ave gigante

Arqueologia, Curiosidades, Idade Moderna Moa: a ave gigante
* Por Talita Lopes Cavalcante


Apesar de seu tamanho considerável, as Moa eram as menores aves comparativamente a outras de seu grupo.

Uma pata altamente preservada de um Megalapteryx didinus, pertencente ao grupo das Moa. Foto: Ryan Baumann. Natural History Museum, 2008.

Devido às semelhanças com alguns dinossauros, a imagem da pata super bem preservada de um Megalapteryx didinus é confundida por várias pessoas como sendo uma foto do pé de um dinossauro. O Megalapteryx didinus, entretanto, estava longe de ser um dos grandes répteis que habitaram a Terra antes do homem; na verdade ele era uma ave gigante que não voava, endêmica da Nova Zelândia e encontrada nos “sub-alpes” da região.

Apesar de ter um tamanho considerável e chegar a quase 34 quilos, a Moa era menor do que outras aves de seu grupo, em que algumas chegavam a mais de 250 quilos. Alguns estudos com ossos fossilizados apontaram, inclusive, que após o Holoceno, o M. didinus foi ficando cada vez menor até se tornar a ave mais baixa do grupo das Moa.

Pelo fato de não voar e ser um animal dócil, o Megalapteryx didinus acabou extinto por volta do século XVI. Quando o povo Maori chegou ao sul da Austrália a partir da Polinésia, entre os séculos XIII e XIV, ele percebeu que a ave era um animal fácil de ser caçado. Em decorrência dessa caça desenfreada para a alimentação dos Maori, a Moa acabou extinta. Contudo, a partir de relatos e avistamentos, alguns biólogos alegam que há a possibilidade uma pequena população da ave ter sobrevivido até o século XIX, sendo, portanto, a última espécie a desaparecer.

Referências:
– MARTIN, Paul. “Quaternary Extinctions: A Prehistoric Revolution“. The University of Arizona Press, 1984. p. 710.
– HUME, Julian. “Extinct Birds“. Bloomsbury, 2012. p. 34.
Museum of the New Zealand
– TerraNature, “Flightless Birds: Moa“.