Morte no Senado Federal

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* Por Talita Lopes Cavalcante


Após uma briga entre dois senadores, o Senado Federal virou palco de um duelo de tiros digno dos filmes de bang bang.

Foto: “Morte no Senado” de Efraim Frajmund/O Estado de S. Paulo. Brasília, 1963

No dia 4 de dezembro de 1963, movido por uma rixa política, o senador Arnon de Mello, pai do ex-presidente Fernando Collor de Mello, desferiu tiros contra o senador Silvestre Péricles de Góis Monteiro em pleno Senado Federal.

Tudo começou quando Péricles ameaçou matar Arnon. Ambos passaram, então, a andar armados, até que o senador Arnon marcou um discurso para desafiar seu rival. Enquanto Péricles conversava com o senador Arthur Virgílio Filho, Arnon de Mello xingou o rival de “crápula” e foi de encontro ao adversário.

Antes que Péricles se aproximasse, como em uma cena de filmes sobre o Velho Oeste, Arnon sacou a arma e desferiu dois tiros, porém, mesmo com seus 67 anos, Péricles conseguiu se jogar no chão e se proteger. As balas atingiram José Kairala, senador pelo PSD-AC na época, que morreu horas depois no Hospital Distrital de Brasília.

Apesar do ocorrido, ambos foram absolvidos das denúncias.

Referência:
– “Senado já teve até assassinato em plenário“. O Estadão de S. Paulo, 1969.