O palhaço Mr. Austin ensina a “arte do riso”

Artes, Imagens Históricas, Século XIX O palhaço Mr. Austin ensina a “arte do riso”
* Por Italo Magno


O palhaço Mr. Austin, cujo pai também havia sido palhaço anteriormente, ensina ao seu filho a “arte do riso”, antes de uma apresentação no Crystal Palace Circus, em Londres.

O palhaço Mr. Austin, cujo pai também havia sido palhaço anteriormente, ensina ao seu filho a “arte do riso”, antes de uma apresentação no Crystal Palace Circus, em Londres.

Desde o surgimento do circo moderno no final do século XVIII, criado por Philip Astley, um oficial da cavalaria inglesa, as atrações circenses sofreram várias transformações, no entanto, os palhaços sempre foram parte integrante do espetáculo, oferecendo sempre uma fonte de diversão para o público.

Como a ampla maioria dos circos modernos no mundo eram (e ainda são) itinerantes, era comum que a família do artista circense viajasse junto com a caravana. Com o passar do tempo, tradicionalmente, o talento e conhecimento dos pais eram repassados para os filhos, que consequentemente, passavam a compor a trupe circense após se tornarem artistas aptos.

O surgimento do Circo Moderno

O circo moderno surgiu na Inglaterra do século XVIII, com seu picadeiro circular e a reunião das atrações que compõem o espetáculo ainda hoje. O cavaleiro inglês Philip Astley é considerado o “pai” do circo moderno, vez que inaugurou, em 1768, em Londres, o Royal Amphitheatre of Arts (Anfiteatro Real das Artes). No início, os circos eram quase exclusivamente demonstrações de habilidades equestres. Com o tempo, tornou-se mais comum alternar entre tais desempenhos de quitação, números com palhaços e todo tipo de acrobatas e malabaristas. No Brasil, a história do circo começou no século XIX, com famílias e companhias vindas da Europa. Um circo é organizado em uma arena – picadeiro circular com assentos em seu entorno, enquanto circos itinerantes costumam se apresentar sob uma grande tenda ou lona.

Imagem: Hulton Archive / General Photographic Agency