Winston Churchill: “nunca tantos deveram tanto a tão poucos”.

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* Por Italo Magno


Winston Churchill: "nunca tantos deveram tanto a tão poucos".

Em meados de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, o conflito se encontrava em uma fase decisiva. A Luftwaffe (Força Aérea Alemã) bombardeava incansavelmente inúmeras cidades da Inglaterra e restava apenas aos bravos pilotos da RAF (Real Força Aérea Britânica) o dever e a responsabilidade de defender o território britânico e o Canal da Mancha da “blitz aérea” promovida pelos alemães.

“Nunca tantos deveram tanto a tão poucos”

No dia 11 de julho de 1940, o almirante Erich Raeder, comandante-em-chefe da Kriegsmarine (Marinha Alemã), disse a Hitler que uma invasão marítima só poderia ser contemplada como um último recurso e somente após a superioridade aérea plena ter sido alcançada pelos alemães. Com a Kriegsmarine enfraquecida, a poderosa Luftwaffe tinha em suas mãos a tarefa de criar condições favoráveis para uma invasão.

Nos meses de julho e de agosto de 1940, uma série de batalhas aéreas pelo controle do Canal da Mancha (Kanalkampf) entre a Luftwaffe e a RAF proporcionou tons dramáticos à Batalha da Inglaterra. No dia 13 de agosto de 1940, a Royal Air Force resistiu a um ataque massivo dos alemães (Adlertag) que, apesar de terem conseguido infligir muitos danos e fazer vítimas sobretudo em solo, não obteve êxito em dominar o espaço aéreo britânico. No dia 20 de agosto de 1940, Winston Churchill, durante um discurso na Câmara dos Comuns, proferiu a célebre frase:

A gratidão de todos os lares em nossa ilha, em nosso Império e certamente no mundo inteiro, exceto nas casas dos culpados, vai para os aviadores britânicos que, sem se intimidarem com as probabilidades, incansáveis em seu desafio constante e perigo mortal, estão virando a maré da Guerra Mundial com sua bravura e devoção. Nunca antes no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos. Todos os corações estão com os pilotos de caça, cujas brilhantes ações que vemos com nossos próprios olhos dia após dia, nunca deveremos esquecer, noite após noite, mês após mês, nossos esquadrões de bombardeiros viajam para a longínqua Alemanha, encontrando seus alvos na escuridão por sua grandes habilidades de navegação, apontando seus ataques, muitas vezes sob fogo pesado, muitas vezes com perdas graves, com deliberada e cuidadosa discriminação, infligem golpes devastadores sobre toda a estrutura técnica e bélica do poder nazista….”